


O Índice Global de Inovação (IGI) é uma publicação anual da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com instituições acadêmicas e consultorias internacionais. Ele avalia a capacidade de países e regiões de transformar conhecimento em inovação. A edição de 2025 teve a presença de 139 economias e contou com 78 indicadores que abrangem desde a infraestrutura e capital humano até a produção científica e resultados tecnológicos obtidos pelos países participantes.
Com o objetivo de medir e comparar o desempenho em inovação entre os países, o IGI permite identificar os pontos fortes e as fragilidades de cada economia, o que pode ser utilizado como ferramenta para diagnóstico de desempenho nacional em inovação, monitoramento contínuo de impacto de políticas públicas, orientação de investimentos em ciência, tecnologia, inovação e educação e estimular a formulação de estratégias de desenvolvimento sustentável.
O índice é estruturado em dois blocos:
Ao analisar os insumos e os resultados, o IGI oferece uma visão abrangente da capacidade das economias de transformarem conhecimento em valor econômico e social. Essa estrutura permite que governos e empresas identifiquem gargalos estruturais, boas práticas internacionais e áreas prioritárias para investimento, promovendo um ambiente mais favorável à inovação.
Nos últimos anos, o Brasil apresentou uma trajetória de oscilações no Índice Global de Inovação. Após alcançar a 49ª posição em 2022 e 2023, o país caiu para a 50ª em 2024 e, mais recentemente, para a 52ª colocação em 2025, entre 139 economias avaliadas (conforme exposto na tabela 1).
| Ano | Posição Global | N° de Países Avaliados |
| 2022 | 49° | 132 |
| 2023 | 49° | 132 |
| 2024 | 50° | 133 |
| 2025 | 52° | 139 |
Tabela 1 – Posições do Brasil no IGI (2022-2025)
Fonte: www.wipo.int
Essa variação reflete um cenário de crescimento limitado quanto aos investimentos em inovação, combinado com desafios estruturais persistentes. Apesar disso, o Brasil segue sendo um dos países da América Latina e Caribe com melhor desempenho geral (2º colocado entre 21 países), embora tenha sido superado pelo Chile em 2025 (tabelas 2-A e 2-B).
| País | Posição no IGI 2025 | Posição América Latina e Caribe |
| 🇨🇱 Chile | 51 | 1 |
| 🇧🇷 Brasil | 52 | 2 |
| 🇲🇽 México | 58 | 3 |
| 🇺🇾 Uruguai | 68 | 4 |
| 🇨🇴 Colômbia | 71 | 5 |
| 🇨🇷 Costa Rica | 72 | 6 |
| 🇦🇷 Argentina | 77 | 7 |
| 🇵🇪 Peru | 80 | 8 |
| 🇵🇦 Panamá | 82 | 9 |
| 🇯🇲 Jamaica | 83 | 10 |
Tabela 2-A – Países da América Latina e Caribe e suas respectivas posições no IGI 2025 (Parte 1)
Fonte: www.wipo.int
| País | Posição no IGI 2025 | Posição América Latina e Caribe |
| 🇧🇧 Barbados | 84 | 11 |
| 🇩🇴 República Dominicana | 97 | 12 |
| 🇸🇻 El Salvador | 98 | 13 |
| 🇵🇾 Paraguai | 103 | 14 |
| 🇧🇴 Bolívia | 111 | 15 |
| 🇪🇨 Equador | 113 | 16 |
| 🇹🇹 Trinidad e Tobago | 114 | 17 |
| 🇭🇳 Honduras | 119 | 18 |
| 🇬🇹 Guatemala | 123 | 19 |
| 🇳🇮 Nicarágua | 130 | 20 |
| 🇻🇪 Venezuela | 136 | 21 |
Tabela 2-B – Países da América Latina e Caribe e suas respectivas posições no IGI 2025 (Continuação)
Fonte: www.wipo.int
Na edição de 2025, o Brasil ocupa a 63ª posição em Insumos de inovação, abaixo da média global. Quanto aos Resultados de inovação, o Brasil ficou em 50º, mostrando que o país consegue gerar mais resultados do que o esperado com os recursos disponíveis.
Segundo relatório oficial da OMPI, um documento que detalha alguns pontos do IGI especificamente para cada economia, o Brasil se destacou em:
Por outro lado, os pontos fracos evidenciados ilustram os desafios estruturais insistentes presentes:
Os dados apresentados evidenciam que o Brasil tem potencial inovador significativo, especialmente em setores criativos, mercado interno, educação e capital de risco. No entanto, os desafios em infraestrutura, instituições e formação de talentos limitam sua capacidade de competir com as economias líderes em inovação. O país se destaca por atingir resultados acima do esperado pelo seu nível de renda, e precisa fortalecer seus insumos para que haja avanços consistentes.
Os clusters de inovação são regiões geográficas com alta densidade de atividade inovadora, caracterizadas por concentração de empresas de base tecnológica, presença de universidades e centros de pesquisa, infraestrutura de apoio à inovação e produção significativa de patentes e publicações científicas. Eles funcionam como ecossistemas locais de inovação, onde a proximidade física entre os atores facilita a colaboração, transferência de conhecimento e geração de valor.
A OMPI publica um ranking separado de clusters de inovação dentro do IGI, o que deixa clara a importância desses ambientes para a inovação mundial. São como indicadores complementares à avaliação nacional, pois revelam dinâmicas regionais de inovação que muitas vezes não aparecem nos dados agregados dos países. Sua análise permite a identificação de polos de excelência tecnológica, mapear especializações científicas e produtivas, avaliar a intensidade e diversidade da inovação em nível local e estimular políticas públicas.
O Brasil possui um cluster entre os 100 principais do mundo: o de São Paulo. No ano de 2024, São Paulo ocupava a 73ª colocação, já em 2025 avançou para a 49ª posição, um salto de 24 posições em apenas um ano.
| Ano | Top 100 Clusters de Inovação |
| 2024 | 73° |
| 2025 | 49° |
Tabela 3 – Cluster São Paulo
Fonte: www.wipo.int
No ranking de clusters do IGI, cada cluster é associado a uma área tecnológica predominante com base na quantidade e especialização das patentes registradas.
No caso de São Paulo, a área de destaque é a tecnologia médica (dispositivos, equipamentos hospitalares, soluções digitais para a saúde). A combinação de produção científica, especialização tecnológica, presença acadêmica e dinâmica empreendedora posiciona o estado como referência internacional em inovação. Além disso, esse avanço também é impulsionado por políticas públicas e instrumentos de fomento, que podem ser viabilizados pelo FI Group.
O Índice Global de Inovação 2025 revela que o Brasil, apesar de enfrentar desafios estruturais em infraestrutura, regulação e formação de talentos, possui ativos importantes para a inovação, como um mercado interno robusto, produção criativa expressiva e crescente maturidade em capital de risco. A presença do cluster de São Paulo entre os 50 principais do mundo, com destaque em tecnologia médica e produção científica em tecnologia, reforça a existência de ecossistemas regionais altamente inovadores que transcendem os limites das estatísticas nacionais.
Nesse cenário, o FI Group se posiciona como um parceiro estratégico na articulação entre políticas públicas e inovação empresarial. Por meio da viabilização de incentivos fiscais — como a Lei do Bem, Lei de TICs, Ex-Tarifário e o Programa MOVER — a empresa atua diretamente sobre pilares centrais do IGI, como capital humano, sofisticação empresarial e infraestrutura tecnológica. Ao apoiar empresas na estruturação de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), o FI Group contribui para a conversão de insumos em resultados, fortalecendo o sistema nacional de inovação.
Assim, a atuação do FI Group não apenas potencializa o desempenho das empresas brasileiras no IGI, como também impulsiona o desenvolvimento de clusters regionais, como o de São Paulo, promovendo um ambiente mais competitivo, colaborativo e sustentável para a inovação no país.

