

O desenvolvimento de software é marcado pela natureza em constante evolução dos processos de negócios. Isso implica que as diretrizes que regem esses processos não são estáticas, ao contrário do que ocorre em outros domínios: a manutenção eficaz de sistemas e tecnologias é vital para garantir que uma aplicação não apenas funcione corretamente, mas também opere com eficiência, proporcionando uma experiência fluida aos usuários.
No início de um projeto, definimos a arquitetura, realizamos testes rigorosos e almejamos precisão. No entanto, com o passar do tempo, a evolução dos requisitos resulta em alterações no próprio software; métodos que inicialmente cumpriam uma função podem assumir novos papéis e/ou cair em desuso, novos bugs podem surgir e diversas funcionalidades podem acabar entrelaçadas.
Se negligenciarmos a estrutura central quando os requisitos mudam — ou se não reconhecermos a necessidade de flexibilidade e ignorarmos os ajustes necessários para incorporar novos recursos como «dívida técnica» —, corremos o risco de desenvolver um sistema que, por fim, pode se tornar incontrolável.
É exatamente nesse ponto que a refatoração vem à tona.
A refatoração envolve alterar o código interno de uma aplicação, mantendo inalterado o seu comportamento externo. Com o passar do tempo, a qualidade do código pode se deteriorar, especialmente quando vários desenvolvedores trabalham em um projeto. Cada desenvolvedor possui seu próprio estilo de codificação, o que pode dificultar a compreensão e a manutenção do código a médio e longo prazo.
Consequentemente, a refatoração atua como uma espécie de «revitalização interna» que mitiga a deterioração e prolonga a vida útil da aplicação. Esse processo sistemático reorganiza o código e aprimora sua estrutura interna sem afetar o desempenho externo. Em suma, a refatoração refere-se ao aperfeiçoamento de código já existente.
No âmbito da gestão de incentivos fiscais, especialmente no que diz respeito à Lei do Bem, a evolução da aplicação e de sua estrutura subjacente é de suma importância. Essa relevância decorre não apenas da necessidade de aprimorar o desempenho, mas também da exigência de garantir a conformidade regulatória, melhorar a rastreabilidade e aumentar a eficiência operacional.
O processo de refatoração, iniciado pelo FI Group by EPSA, tem sido fundamental para a modernização da Aplicação Digital Lei do Bem. Essa transformação ocorre em um momento crucial, impulsionada pela necessidade urgente de atualizar uma solução que, embora robusta, estava para se tornar limitada por tecnologias obsoletas, o que dificultaria o acompanhamento das demandas em evolução do mercado e as exigências regulatórias, sobretudo após o encerramento, em 2022, do suporte oficial ao framework originalmente utilizado no desenvolvimento da aplicação.
Além disso, o cenário regulatório dos incentivos fiscais evoluiu para exigir maior flexibilidade. Como a revisão frequente das estruturas de envio de dados pelo Ministério, tornou-se evidente que a aplicação digital precisa apresentar maior adaptabilidade e capacidade de resposta a essas mudanças. Assim, optou-se por manter os aspectos fundamentais da infraestrutura tecnológica existente e, ao mesmo tempo, migrar para uma versão mais avançada e moderna. Essa migração proativa garante que a aplicação permaneça atualizada, conte com suporte contínuo e mantenha o potencial para futuras melhorias, preservando o conhecimento especializado e a experiência acumulados pela equipe de desenvolvimento ao longo do tempo.
Uma das mudanças mais significativas trazidas por essa iniciativa de refatoração é a melhoria expressiva na experiência do usuário, impulsionada pela incorporação de princípios avançados de design UX/UI. Tais aprimoramentos visam tornar a aplicação não apenas mais intuitiva, mas também mais amigável, facilitando sua integração fluida aos fluxos de trabalho dos usuários. Essa abordagem centrada no usuário minimiza atritos, otimizando, consequentemente, a gestão de projetos de P&D.
Do ponto de vista técnico, as atualizações implementadas na aplicação resultaram em um ganho de desempenho estimado em cerca de 80%. Esse incremento traduz-se em uma experiência de usuário mais ágil e responsiva, viabilizada pela adoção de estruturas tecnológicas modernizadas. Ademais, os esforços de otimização contínua, fundamentados em dados de uso real, permitem identificar possíveis gargalos e priorizar as melhorias necessárias. A modularização da arquitetura da aplicação também abre caminho para a integração de ferramentas avançadas de IA, garantindo, ao mesmo tempo, que a estabilidade do sistema permaneça intacta e ininterrupta diante dessas adições.
Essa transformação fortalece diretamente a proposta de valor da FI Group by EPSA no segmento de gestão de incentivos fiscais. Com uma solução moderna, integrada e de alto desempenho, a previsão é uma maior precisão nos relatórios, elevação da qualidade das entregas, minimização de inconsistências e, consequentemente, o aumento ads taxas de aprovação de projetos.
A reformulação da Solução Digital Lei do Bem não é apenas uma atualização técnica; trata-se de uma iniciativa estratégica que coloca o FI Group by EPSA na vanguarda da digitalização na gestão de incentivos fiscais, reforçando nosso compromisso com a inovação, a eficiência e a excelência operacional, além da nossa posição como parceiros de confiança para empresas que navegam pelo complexo cenário dos incentivos fiscais.
O FI Group by EPSA atua apoiando empresas na estruturação estratégica de projetos de inovação, desde o diagnóstico e definição de iniciativas inovadoras até a conexão com os instrumentos de fomento mais adequados, sejam eles créditos, subvenções ou incentivos fiscais.
Por meio de uma abordagem integrada, que combina expertise técnica e conhecimento aprofundado das políticas de fomento, apoiamos empresas na maximização de seus investimentos em inovação e na aceleração de sua jornada rumo à indústria do futuro. Entre em contato conosco!

